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Lideranças repudiam declarações do secretário da Sejus contra servidores

Representantes do Singeperon e da Fenaspen, e o deputado Anderson do Singeperon, saíram em defesa dos agentes penitenciários.

Por Mikaell Araujo dia em Notícias

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Lideranças dos servidores penitenciários manifestaram repúdio nesta terça-feira (21) às declarações do titular da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), coronel Marcos Rocha, em coletiva de imprensa realizada na tarde de segunda-feira para apresentar os resultados da operação conjunta  na Casa de Detenção Dr. José Mário Alves da Silva, o ‘Urso Branco, comandada pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS), do Exército.

O Singeperon, sindicato que representa a categoria em Rondônia, emitiu nota afirmando que o titular da Sejus  questionou  o trabalho de segurança exercido pelos servidores, sugerindo, com suas palavras, “um afrouxamento da fiscalização no Urso Branco”. O Sindicato entendeu como uma tentativa de “transferir as graves deficiências e vulnerabilidade na  unidade prisional onde foi realizada a operação, bem como nas demais do Estado”.

O Singeperon observou que, conforme o artigo 144 da Constituição Federal, a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio é um dever do Estado. Com base nesse entendimento, considerou que “o Estado tem a obrigação de disponibilizar as condições necessárias aos servidores que atuam na segurança”.

O Sindicato ainda comparou o aparelhamento do Exército para realizar a operação no Urso Branco com a realidade dos agentes penitenciário, ressaltando que foram utilizados recursos como cães farejadores, detectores de equipamentos eletrônicos e detectores de minas. Ainda lembrando que a operação conjunta contou com 460 envolvidos, enquanto os agentes penitenciários “realizam essas operações rotineiramente, em condições totalmente inferiores, sem contar com o mínimo de aparelhamento necessário”, destacou na nota.

Fenaspen

O Sindicalista Ronaldo Rocha também falou sobre o assunto, na qualidade de vice-presidente da Federação Nacional dos Servidores Penitenciário (Fenaspen) para os Estados de Rondônia, Amazonas e Acre.

“Afrouxamento da fiscalização é a Sejus liberar todos os tipos de presos, inclusive os que cumprem suas penas em regime fechado, para fazerem determinados serviços”, disse Ronaldo em resposta às declarações do secretário Marcos Rocha.

O representante da Fenaspen ainda fez comentário sobre o quantitativo de pessoas na operação e os recursos empregados. “É muito bom colocar cerca de seiscentos homens equipados até com detentos de minas de guerra, além de cães farejadores, em detrimento ao efetivo de agentes penitenciários que se resume em até oito por plantão”.

Deputado

O deputado estadual Anderson do Singeperon (PV), que é oriundo da categoria  penitenciária, também se manifestou. Durante a sessão ordinária da Comissão de Segurança Pública, nesta terça-feira (21/02), na Assembleia Legislativa, o parlamentar criticou a utilização das Forças Armadas no Urso Branco.

“A função do Exército é cuidar das nossas fronteiras, dando apoio à Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, combatendo o tráfico de drogas e a entrada de armas no país”, pontuou o parlamentar.

Em relação a uma das falas do secretário, referente ao equipamento de detecção disponível para o uso dos agentes penitenciários no Urso Branco, o deputado declarou: “o detector de metal não detecta um celular enrolado no papel carbono, nem o que entra introduzido nas partes íntimas. Eu sei porque eu já peguei celulares dessa forma”, revelou o deputado, o qual já atuou no Sistema Prisional como agente e como diretor de unidade, inclusive do Urso Branco.

O parlamentar disse ainda que a Sejus deve rever o que se fala e o que se mostra. “Existe a corrupção? Existe. E tem exemplos de muitos que já estão na rua. E se não existisse corrupção o Centro de Correção não estaria cheio, inclusive com agentes cumprindo pena lá. O que não se pode é imputar ao servidor o ônus da fragilidade do Estado”, defendeu.

 

Tvdotrabalhador.com

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