Deputado Anderson do Singeperon - Sua voz no Parlamento

Frente Parlamentar trabalhará para resolver problema das estradas em terra indígena

Em audiência realizada em Cacoal, deputados ouvem representantes da etnia paiter suruí

Por Assessoria de Comunicação Social dia em Notícias

Frente Parlamentar trabalhará para resolver problema das estradas em terra indígena
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

O presidente da Frente Parlamentar Permanente aos Povos Indígenas, Ezequiel Júnior (sem partido), e o deputado Anderson do Singeperon (PV) realizaram audiência de instrução legislativa na noite de terça-feira (28), para ouvir reivindicações de lideranças da etnia paiter suruí. A programação aconteceu na representação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), em Cacoal.

O deputado Ezequiel Júnior, após ouvir os líderes indígenas, que reclamaram principalmente da dificuldade de acesso às aldeias, explicou que em Cacoal existe aproximadamente 1.200 km de estradas e a prefeitura conta com um Orçamento de R$ 198 milhões. “Está claro que esse dinheiro não é suficiente para manter em bom estado as linhas”, destacou.
De acordo com Ezequiel, o melhor caminho é pedir apoio ao governo do Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), para resolver o problema. “O Estado tem mais condições do que o município, que não consegue suprir as necessidades do povo suruí. Vamos conversar com o governador para resolver essa questão”, acrescentou.

Anderson do Singeperon lembrou que substituiu a deputada Lúcia Tereza, falecida há cerca de um ano, e que um dos compromissos firmados foi o de liberar todas as emendas parlamentares destinadas por ela aos povos indígenas. “Vamos verificar os problemas de cada etnia e ver o que podemos fazer para resolver o que for mais grave”, afirmou.

O parlamentar disse estar preocupado, também, com a questão da saúde nas aldeias. Ele citou a necessidade de o poder público estar mais presente nas terras indígenas, acrescentando que trabalhará para ajudar a resolver as mais diversas questões.

Ezequiel Júnior disse que a Frente Parlamentar, que também é integrada pelos deputados Dr. Neidson (PMN), Jesuíno Boabaid (PMN) e Lazinho da Fetagro (PT), entrará em contato com o governo do Estado para saber a razão de não ter sido liberada a emenda coletiva de R$ 1,5 milhão destinada aos povos indígenas, definida em 2015 na aldeia dos cinta larga.

O deputado explicou, ainda, que a melhor solução para amenizar o problema nas aldeias não são emendas parlamentares, e sim a destinação de recursos advindos do ICMS Ecológico, recebido pelos municípios onde há áreas de preservação. “Se a prefeitura recebe recursos devido à preservação ambiental em área indígena, nada mais justo do que destinar uma fatia aos índios”, considerou.

Anderson do Singeperon disse concordar com Ezequiel, afirmando que o ICMS Ecológico é o melhor caminho para que a situação comece a melhorar mais rapidamente nas aldeias. “Já que o recurso vem devido à preservação que acontece nas terras indígenas, nada mais justo que os moradores dessas áreas de preservação sejam beneficiados”, citou.

Depoimentos

A presidente da Associação das Mulheres Guerreiras do Estado de Rondônia, Maria Leonice Tupari, disse que os índios são discriminados e taxados de preguiçosos por quem não os conhece. Ela afirmou que a realidade não é essa, e que os povos indígenas precisam de apoio para que possa produzir e escoar a produção.

Ele denunciou a invasão de áreas indígenas onde estão localizadas as principais nascentes de Rondônia, afirmando que o território de seu povo foi drasticamente reduzido.
Maria Leonice Tupari citou, ainda, que existe a minuta de um projeto de lei que cria a política para os povos indígenas. “Queremos que os deputados ajudem a desengavetar essa minuta, para que seja criada uma lei que dê incentivos para nós”, detalhou.

O coordenador geral da Associação Metalerá, Arildo Gapamé Suruí, disse que o extrativismo e a agricultura podem trazer benefícios para seu povo, mas o grande entrave é a situação das estradas. Ele explicou, ainda, que os índios enfrentam problemas nas áreas social e de saúde.

De acordo com Gapamé, existe 27 aldeias suruí, onde os índios querem campo de futebol e quadras de futsal. “Tinha um projeto do governo para os jogos entre os povos indígenas, mas parece que o projeto sumiu. Gostaria que os deputados ajudassem a encontrar esse projeto”, especificou.

Gasodá Suruí, líder de sua aldeia, formado em Turismo e cursando mestrado pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, contou que seu povo se sente ameaçado e abandonado pelas políticas públicas. Ele afirmou, ainda, que a situação dos povos indígenas tem se agravado.

“Mas temos esperança, porque o que está acontecendo é inédito. Eu nunca tinha visto uma comissão de deputados querendo saber como vivem os índios, para contribuir com melhorias. É preciso levar essa mensagem aos outros parlamentares”, disse Gasodá Suruí.

Ezequiel Júnior disse que os encaminhamentos serão feitos. Ele lembrou que é impossível resolver, de imediato, todos os problemas. “O que vamos fazer é solucionar o que for mais urgente. Vamos trabalhar para resolver o caso das estradas”, acrescentou, pedindo que as lideranças passem informações detalhadas, como a extensão das linhas que dão acesso às aldeias.
“O governo trabalha com números, e devemos levar esses dados ao Executivo, para que possamos trabalhar junto com o governo”, finalizou Ezequiel.

ALE/RO - DECOM - Nilton Salina | Fotos: Eliênio Nascimento
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Deixe seu comentário aqui: