Deputado Anderson do Singeperon - Sua voz no Parlamento

Anderson do Singeperon critica uso das Forças Armadas no Urso Branco

A utilização das Forças Armadas na Casa de Detenção Dr. José Mário Alves da Silva, o Urso Branco, foi duramente criticada pelo deputado estadual Anderson do Singeperon (PV) durante a sessão ordinária da Comissão de Segurança Pública, nesta terça-feira (21/02), na Assembleia Legislativa de Rondônia.

Por Mikaell Araujo dia em Notícias

Anderson do Singeperon critica uso das Forças Armadas no Urso Branco
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“A função do Exército é cuidar das nossas fronteiras, dando apoio à Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, combatendo o tráfico de drogas e a entrada de armas no país”, afirmou o parlamentar.

Anderson criticou a postura do secretário de Estado de Justiça de Rondônia, Marcos Rocha, que divulgou na imprensa que foi o Exército que apreendeu mais de 600 armas artesanais no presídio. “O trabalho de vistoria foi feito pelos agentes penitenciários. O Exército não conhece presídio. Quem conhece é o agente penitenciário. Além disso, os materiais apreendidos não foram mostrados para a imprensa”, frisou.

Sobre a quantidade de objetivos apreendidos, o deputado explicou como é fácil burlar o detector de metais do presídio. “O detector de metal não detecta um celular enrolado no papel carbono e que entra introduzido nas partes íntimas. Eu sei porque eu já peguei celulares dessa forma”, revelou.

“Recentemente agentes penitenciários impediram a morte de socioeducadores que estavam sendo agredidos como reféns na unidade socioeducativa de Cacoal e o secretário não chamou uma coletiva. Agora, chamar uma coletiva para dizer que a Corregedoria está atuando, que na verdade não está, mas sim atuando em benefício próprio, protegendo quem eles querem e ferrando quem eles querem”, destacou Anderson.

O parlamentar disse ainda que a Sejus deve rever o que se fala e o que se mostra. “Existe a corrupção? Existe. E tem exemplos de muitos que já estão na rua, e se não existisse corrupção o Centro de Correição não estava cheio, inclusive com agentes cumprindo pena lá. O que não se pode é imputar ao servidor o ônus da fragilidade do Estado”, defendeu.

Ao final, foi aprovada a convocação do secretário para prestar esclarecimentos sobre a ação na Comissão, presidida pelo deputado Jesuíno Boabaid (PMN).

Assessoria [Texto e vídeo: Luiz Alexandre]

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